Público - 10 Out 06

24 escolas avaliadas e prontas para ter mais autonomia

 

As 24 escolas básicas e secundárias seleccionadas pelo grupo de trabalho do Ministério da Educação (ME) para integrar a primeira fase do novo projecto de avaliação externa vão assinar contratos de autonomia com a tutela até ao final deste ano.
Detectados os pontos fortes e fracos, pela auto-avaliação realizada em cada estabelecimento e pela avaliação externa feita por equipas de peritos, estas 24 escolas terão agora de "dizer as áreas onde podem, devem e querem melhorar, solicitando ao ME as condições para que essa melhoria possa concretizar-se", explicou ontem a ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Indispensável é que as escolas definam os objectivos que se propõem cumprir em determinado tempo, ficando essas metas firmadas no contrato.
Sem adiantar o grau de autonomia que está disponível para dar às escolas, mas não descartando a possibilidade de estas seleccionarem directamente parte dos seus professores, por exemplo, a ministra da Educação esclareceu que "aguardará as propostas apresentadas" e que as decisões serão tomadas depois. Com a certeza de que as soluções "terão menos a ver com os recursos do que com a vontade de efectivamente melhorar".
Na calendarização prevista pelo ministério, no próximo ano mais uma centena de escolas poderá passar por este processo de auto-avaliação e avaliação externa. E aí a actividade deverá guiar-se já por parâmetros uniformes que serão, no futuro, aplicáveis a todas as 1200 unidades de gestão escolar existentes. A ideia é que, quando o processo estiver rotinado, em cada ano sejam avaliados cerca de 300 agrupamentos e que cada um volte a passar pelo mesmo processo de quatro em quatro anos.
Os 24 estabelecimentos já avaliados foram seleccionados entre um conjunto de 120 candidaturas. Em comum tinham o facto de já terem processos de auto-avaliação instituídos e foi em função das respostas às solicitações do grupo de trabalho e de uma distribuição regional, educativa e sócio-económica equilibrada que acabaram por ser escolhidos.
Sobre a contestação dos professores ao ministério, Maria de Lurdes Rodrigues apelou ontem aos docentes para que "leiam por si próprios as propostas [de revisão do estatuto da carreira] que estão em cima da mesa" e que considera "razoáveis e passos mínimos para melhorar a qualidade das escolas". Isabel Leiria