Público última hora  - 30 Jul 08

 

Hospitalar do Barlavento Algarvio lança campanha "Mamãs e Papás, em Alerta"
Ministra da Saúde defende legislação para aumentar segurança das piscinas particulares

 

A ministra da Saúde, Ana Jorge, defendeu hoje que seja criada uma legislação que regulamente a construção e utilização de piscinas em casas particulares, contribuindo, assim, para a redução do número de mortes de crianças por afogamento. Em Portugal, morrem em média, por ano, 28 crianças em piscinas privadas.

 

Desde o início do Verão, já morreram três crianças vítimas de afogamento, em piscinas privadas nos concelhos de Silves e Lagos, duas no final de Junho e uma terceira este mês. Foi na sequência destas mortes que o Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) decidiu lançar a campanha "Mamãs e Papás, em Alerta", cuja apresentação decorreu hoje e contou com a presença da ministra da Saúde, que termina uma visita de dois dias ao Algarve.

 

Na apresentação, Helena Drago, médica responsável pelo Serviço de Urgência Pediátrica, defendeu que o afogamento infantil "é um problema grave de saúde pública, que pode ser evitado". Para a responsável, além de uma vigilância eficaz, a colocação de barreiras físicas em locais onde existem piscinas pode evitar o acesso e queda acidental das crianças.

 

Para Helena Drago, o problema do afogamento infantil deverá "estar presente ao pequeno-almoço de cada família", recordando que em Portugal ocorrem, em média, 28 casos por ano.

 

A ministra Ana Jorge sustentou, por sua vez, que além destes cuidados junto de piscinas, "é importante criar uma legislação de protecção eficaz e que seja cumprida, responsabilizando também quem as constrói".

 

Para a ministra da Saúde, campanhas como a promovida pelo CHBA, que alertam para um problema real, "nunca são demais", sublinhando que o afogamento de crianças em piscinas "é um motivo de grande revolta, porque são mortes evitáveis". Além de atribuir a principal responsabilidade da segurança das piscinas "a quem as constrói", Ana Jorge considerou todos "responsáveis ao não evitarem e descurarem a vigilância no acesso das crianças às piscinas".

 

A ministra exortou ainda as autarquias a contribuírem para a divulgação da campanha, com a distribuição de folhetos nos departamentos de obras, locais onde "especialmente os construtores podem ser sensibilizados para as condições em que as piscinas são construídas".

 

A campanha hoje apresentada irá promover o contacto directo dos profissionais de saúde com os pais e familiares, alertando-os para a vigilância e prevenção, com a realização de acções de sensibilização em escolas, hipermercados e em empreendimentos turísticos da região do Algarve.

 

No próximo fim-de-semana a campanha será efectuada num centro comercial de Portimão, com informação sobre a prevenção de afogamentos por profissionais de enfermagem do serviço.

 

Lusa, PÚBLICO