Público - 10 Jul 08

 

Um ano de discursos do primeiro-ministro

 

Como Sócrates via o país há um ano... (Debate parlamentar de 20 de Julho, 2007)

 

"O país está melhor do que estava há dois anos. Muito melhor"

 

"[O desemprego] continua a ser o problema social que mais nos preocupa e mobiliza os nossos esforços"

 

"Economia, consolidação orçamental e emprego - estes são os temas centrais da nossa agenda política"

 

"Temos a consciência de que a dívida e o défice são maus. Isso condiciona as opções democráticas, mas também condiciona o Estado.Por isso não desistiremos de prosseguir esta linha de redução do défice"

 

"Digo não a todas as propostas totalmente irresponsáveis de baixa imediata de impostos"

 

"Estamos na direcção certa a caminho de mais crescimento, mais emprego, mais rendimentos e mais oportunidades para todos"

 

"Vamos criar uma nova prestação do abono de família que será paga às futuras mães a partir do terceiro mês de gravidez. O valor do abono dependerá dos rendimentos"

 

"Quero garantir que enquanto estivermos no Governo nenhum funcionário será penalizado por delito de opinião"

 

"Não dou lições de liberdade [democrática], não admito é que mas dêem! Está bem? Não admito isso!"

 

"As prioridades da presidência portuguesa são claras e conhecidas: o novo tratado, as relações com o Brasil e com África; a Agenda de Lisboa; o plano tecnológico para a energia"

 

"Este ano cresceremos também já próximo dos 2 por cento - o maior crescimento dos últimos seis anos - o que vem confirmar que a nossa economia prossegue de forma consistente uma trajectória segura de crescimento"

 

"Ainda não foi possível reduzir a taxa de desemprego. mas já foi possível conter o crescimento do desemprego. No entanto, a nossa economia já está a criar mais empregos do que aqueles que se perdem"

 

"O défice orçamental ficará abaixo dos 3 por cento, o que significa que as contas públicas estão finalmente controladas e que vencemos a crise orçamental dos últimos anos"

 

"Portugal saiu da lista dos países de alto risco na segurança social"

 

["Em 2008] todos os idosos com mais de 65 anos com rendimentos abaixo do limiar de pobreza terão direito a um complemento solidário"

 

"O ano de 2008 terá o maior aumento do salário mínimo da década"

 

"Temos este ano [2007] mais alunos no ensino secundário. Temos mais 17% de alunos no ensino superior. E temos, finalmente, 360.000 portugueses que decidiram inscrever-se no programa Novas Oportunidades"

 

"A Presidência Portuguesa da União Europeia foi uma das presidências mais bem sucedidas dos últimos anos"

 

Compreendo o desânimo das famílias portuguesas face à conjuntura económica"

 

"Esta crise ninguém esperava.(...) Estamos a viver um momento difícil para a economia portuguesa e para a economia mundial"

 

"Há agora mais razões para descer o IVA do que há uns meses"

 

"Reduzir impostos em 2009 seria uma aventura. Não sei como chegaremos ao final do ano, mas não tenho nenhuma base que possa levar-me a garantir uma execução orçamental com as contas públicas em ordem e com uma descida de impostos"

 

"Descer o ISP [imposto sobre os combustíveis] teria um impacto nas contas públicas que não temos condições para suportar. Mas estamos a estudar a instauração de uma taxa que possa conter os lucros excessivos das petrolíferas"

 

"Temos que manter um esforço de rigor orçamental ao mesmo tempo que todas as margens de manobra que arranjarmos devem ser dirigidas a quem precisa"

 

"Quero alterar os limites máximos do IMI" [Imposto Municipal sobre Imóveis] (...) É inadmissível que neste momento difícil as famílias sofram um aumento de 15 por cento no IMI"

 

"O que devemos fazer é ajudar quem precisa de ajuda e manter o esforço de rigor orçamental (...) e não ceder a todas as reivindicações"

 

"Vamos aumentar significativamente as deduções fiscais das famílias mais carenciadas com despesas de habitação"

 

"A taxa de risco de pobreza em 2004 era de 20 por cento, de 19 por cento em 2005 e 18 por cento em 2006. Temos muitas dificuldades e fragilidades sociais, mas estamos a melhorar"

 

[Sobre os grandes investimentos públicos, TGV]

 

"O que compromete o futuro do país é deixar de investir nos projectos modernizadores. Eu não me resigno nem olho para trás, pois considero que se trata de projectos mobilizadores"

 

Selecção de Joana Ferreira da Costa