Público- 07 Jan 07

 

Movimentos do "Não" vão buscar argumentos a estudos finlandeses

Margarida Gomes

 

Porta-voz da Plataforma Não Obrigado afirma que as mulheres que abortam: são mais propensas ao suicídio, droga e divórcio

 

"Quais são as consequências sociais e psicológicas da mulher em relação ao sindrome do aborto?" A pergunta foi lançada ontem, no Porto, por Margarida Neto, porta-voz da Plataforma Não Obrigada, durante a Convenção Nacional do "Não", que reúne vários grupos cívicos defensores do "Não" ao aborto.
Chamando a atenção para as implicações do aborto na saúde física, psíquica e emocional da mulher, Margarida Neto realçou depois que "as mulheres que tenham situações angustiantes que as levam a pensar poder fazer um aborto têm de saber que aquilo herdam é uma complexidade de problemas: tornam-se sete vezes mais vulneráveis ao suicídio quando comparadas com aquelas mulheres que dão à luz".
Ancorada em estudos finlandeses, a porta-voz da Plataforma Não Obrigada desfiou argumentos."As mulheres que decidem abortar tornam-se cinco vezes mais permeáveis ao consumo de álcool e de drogas", evidenciou, assegurando, por outro lado, que "metade dos abortos que surgem num ano são abortos de repetição".
"Está provado que uma mulher que faz um aborto tem quatro vezes mais probabiliaddes de fazer um novo aborto", assegurou, sublinhando que "quando as pessoas entram numa rota esquisita ou num ciclo traumatizado, enquanto não forem tratados, estão sempre a repetir uma conduta auto-destruitiva, destruitiva da família e dos filhos".
Esta médica psiquiatra empenhou-se em mostrar que há um rasto de outros problemas associados a quem opta pela decisão de abortar.
Margarida Neto garante que "40 por cento das mulheres que abortam têm depressão e que 60 por cento são coagidas a fazer um aborto", uma decisão que, "faz aumentar o risco sobre os filhos já nascidos ou por nascer": "O número de divórcios, a par das rupturas afectivas, também aumenta." Aquela activista não tem dúvidas em garantir que "votar "Não" é a melhor solução para as mulheres, para os homens, para os casais e para as famílias". Margarida Neto considera que os argumetnos do "Não" é que são os mais válidos para "uma sociedade feliz".
A médica acrescenta que ser favorável à IVG até às dez semanas é "ser retrógrado, porque não consideram a vida humana como nós a consideramos".
Empenhada em fazer campanha no terreno até ao cair do pano da campanha, Margarida Neto evidenciou a importância da Convenção de ontem que serviu para coordenar estratégias, linhas de pensamento e de actuação para as cinco semanas que faltam até ao referendo.